sábado, fevereiro 24, 2024

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Empresa brasileira anuncia plataforma que usa a Web3 para conectar marcas e usuários

Lumx Studios aposta na facilitação da experiência do usuário para aproximar marcas e usuários através da "Web2.5"

A empresa brasileira Lumx Studios anunciou, na quinta-feira (18), a plataforma Sello. O objetivo é conectar grandes marcas com seus clientes, através do que o anúncio chama de “Web2.5”. Caio Barbosa, co-CEO da Lumx, afirma que a Sello é um veículo vantajoso tanto para empresas quanto para clientes.

Conectar marcas e usuários

A ideia da Sello é criar colecionáveis digitais, através de tokens não-fungíveis (NFTs), que atuem como um mecanismo de prova de interação entre o usuário em uma marca. Barbosa explica que as empresas terão suas páginas dentro da plataforma, e criarão mecanismos para que os usuários consigam “selos”.

“Pode ser curtir uma publicação no Twitter, assistir um vídeo no YouTube, já possuir outro colecionável da marca ou ser funcionário de uma empresa. Os requisitos podem pedir uma postura mais ativa do usuário, ou uma postura mais passiva. Ao cumprir os requisitos, o usuário resgata o colecionável em sua carteira de forma direta, sem precisar pagar taxas”, explica o co-CEO da Lumx.

Esses selos se convertem em benefícios para o usuário, como descontos ou acesso a experiências exclusivas. Barbosa afirma que um dos objetivos da Sello é permitir que as marcas colaborem entre si. Ele exemplifica citando a Nike que, por exemplo, poderia lançar um colecionável que dá vantagens em lojas do Starbucks. Esse tipo de funcionalidade aumenta a interoperabilidade de marcas através da tecnologia blockchain.

As experiências, no entanto, não serão monótonas, destaca o co-CEO da Lumx. Haverá uma estrutura de gamificação, onde o usuário sentirá que está interagindo com a marca, e vice-versa. 

Apresentar a Web3 às empresas

Além dos benefícios gerados para os usuários, o co-CEO da Lumx conta que usar a Web3 para interagir com usuários pode reduzir muito os custos de operações de marketing das empresas. 

“O que estamos construindo é um mecanismo de redução de custo de aquisição de clientes (CAC), aumento de retenção e fidelização, e aumento no valor de longo prazo. Ao trabalhar com a Sello, a empresa pode reduzir seu CAC em até 90% em comparação aos custos com anúncios que ela teria em diferentes redes sociais.”

Barbosa esclarece ainda que a Lumx Studios não é uma empresa de software como serviço (SaaS, na sigla em inglês), fornecendo suporte técnico e estratégico para embarcar novas empresas na Web3. “Nós atuamos como parceiros tecnológicos, ajudando a definir quais seriam as melhores missões, as melhores redes sociais e os melhores requisitos a serem atingidos”, acrescenta.

Além de embarcar novas empresas na Web3 através de iniciativas próprias, a Lumx também tem monitorado companhias classificadas como provedoras de recompensas. Essas companhias têm interesse em recepcionar pessoas com colecionáveis de outras marcas, mas não querem criar iniciativas próprias. “É muito semelhante ao que a Tiffany fez criando um pingente personalizado para quem tivesse NFTs da coleção CryptoPunk.”

Foco em UX

A experiência do usuário (UX, na sigla em inglês) ainda é uma dor real dos usuários que adentram o mercado de criptomoedas, e não é diferente na Web3. A necessidade de um entendimento considerável sobre a tecnologia por trás das aplicações é uma das principais críticas dos entusiastas. A Web2.5 é, então, uma forma de simplificar conceitos e tornar a UX mais prática. 

“É a possibilidade de que todas as pessoas e empresas aproveitem o potencial da blockchain, dos NFTs e da Web3 como um todo, sem a necessidade de passar pelas dores que são intrínsecas à jornada, como onboarding, aprendizado, utilização da tecnologia, integração, segurança e outros projetos”, diz Barbosa sobre o que é a Web2.5.

Na prática, duas principais mudanças são a viabilização do login dos usuários através do endereço de email e a ausência de cobranças de taxas, através do modelo de account abstraction. “Haverão usuários que gostarão de saber mais, e também aqueles que querem usar suas carteiras MetaMask para acessar a plataforma. Isso será possível, mas no fim do dia, nosso foco é no mainstream, no público leigo”, acrescenta o co-CEO da Lumx.

Além disso, serão criados mecanismos extras de segurança, como autenticação em dois fatores, dentro da plataforma. A custódia dos colecionáveis digitais, porém, sempre será dos usuários. “É a união entre o ethos da Web3 e as práticas de experiência do usuário da Web2.”

Alta velocidade

A Lumx Studios tem se movimentado de forma dinâmica em 2023. Em janeiro, a empresa anunciou a entrada de Antônia Souza como nova COO. Souza é um nome de peso no mercado de tecnologia, com passagens por Meta, Uber e Amazon.

Além da ex-gerente de produtos da Meta, Miro Lima foi mais uma adição aos números da empresa brasileira focada em Web3. Também em janeiro deste ano, ele se tornou board advisor da Lumx. Por fim, em abril deste ano, a Mynt, braço do banco BTG Pactual focado no mercado de criptoativos, se tornou sócia da Lumx ao adquirir 20% da empresa.

Via cointelegraph

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