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Mansão que será demolida em São Saulo é tomada por grafites que serão NFTs

A ideia é que todas as obras sejam vendidas com NFT, e mais de 80% dos trabalhos já estão documentados

Batizado de Casa NFT, o projeto conta com artes de mais de 70 artistas por todos os cômodos de uma mansão no Morumbi, próximo ao Jockey Club de São Paulo, que deve começar a ser demolida no próximo dia 23.
 
O empresário Alexandre Travassos, idealizador do projeto junto com Rodrigo Loli, conta que a dupla negociou a ocupação do casarão diretamente com o dono da construtora Gamboa, e que as únicas imposições foram não incomodar os vizinhos e não destruir as árvores do espaço. “De resto, os artistas podem fazer o que quiserem”, diz Travassos.
 
Ele também mencionou que um pontapé para o trabalho foi o quadro de Banksy que se autodestruiu logo após ter sido vendido por US$ 1,37 milhão.
 
Nomes da street art como Binho Ribeiro, EDMX (o Henrique Montanari) e Filite, propuseram obras que conversam com as texturas e arquitetura da casa.
 
“Pintar uma parede branca é possível em qualquer lugar. O interessante, aqui, é que os artistas começaram a achar os locais, nós andamos com eles e pensamos onde estariam essas obras”, diz Travassos, ao mostrar um grafite de uma flor que foi feito em um buraco da parede do jardim, em meio a trepadeiras.
 
Apesar de a casa não ser aberta para visitações, é possível ver algumas das obras do lado de fora, mesmo com o muro alto que cerca o terreno.
 
A ideia é que todas as obras sejam vendidas com NFT, e mais de 80% dos trabalhos já estão documentados. Eles consideram vender as obras digitais atreladas a impressões em alta resolução das imagens, ou ainda comercializar os trabalhos exclusivamente para reprodução numa tela digital.
 
“Com o projeto, a gente entra no cerne da discussão sobre como o NFT pode ajudar a arte, que é organizar a relação do direito autoral”, afirma Travassos. “Eu posso registrar que essa obra foi feita, como e por quem.”
 
Apesar da construtora já planejar a demolição do casarão, os sócios pretendem fazer com que o começo da destruição das obras seja feito pelos próprios artistas —e também querem que pedaços das paredes sejam guardados como um registro físico tanto dos trabalhos quanto da memória do casarão.
 
Todo o processo está registrado em vídeo, que deve formar um documentário mais para frente. Travassos ainda afirma que já há planos para outra Casa NFT, com parceria com construtoras.
 
(adaptado da matéria de Carolina Moraes/Folha de São Paulo)
 
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