terça-feira, junho 18, 2024

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Projetos premiados no Desafio Hackathon Web3 criam soluções para tokenização de patrimônio da União

Os projetos vencedores apresentaram soluções baseadas na tecnologia blockchain para utilização na gestão do patrimônio da União

Cerimônia realizada na sede da Enap (Escola Nacional de Administração Pública) em Brasília na quinta-feira, 15, premiou os projetos vencedores do “Desafio Hackathon Web3: tokenização do patrimônio da União”.

Iniciativa conjunta da Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Economia, o Serpro e a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) em parceria com a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) e a Fundação Celo, o hackaton contou com a participação de 27 projetos selecionados a partir de 419 inscrições e ofereceu R$ 150 mil aos projetos vencedores.

O primeiro lugar geral coube a um projeto desenvolvido pela Insígnia de fracionamento e leilão de imóveis a serviço da União. O segundo lugar ficou com um projeto de tokens permissionados e UX para Web3, da Tokenverse e o terceiro lugar a um projeto de registro de imóveis em tecnologia blockchain da GeoReg.

“A gente pode e deve entender competições de inovação aberta como oportunidades de formar pessoas sobre determinado tema, como ocorreu no Hackathon. O desafio teve como objetivo fomentar a educação sobre a Web3, declarou Camila Medeiros, diretora de Inovação do Enap.

Blockchain One

A Blockchain One participou do hackathon em duas categorias. No Desafio 1, intitulado “Caracterização e Incorporação – Registro de Imóveis, Matrículas e
Cadeia Dominial e Emissão de Títulos com Força de Escritura Pública”, a Blockchain One ficou em terceiro lugar, com o projeto SPUnet na Web3.

No Desafio 3, “Gestão de Contratos, Compliance e Fiscalização”, a empresa atuou em parceria com a Focus e ficou em primeiro lugar, com o projeto de desenvolvimento de um Sistema Eletrônico de Informações (SEI) para Web3. 

“Nosso objetivo é fortalecer e integrar o Sistema de Gestão Integrada dos Imóveis Públicos Federais (SPUNet) à Web 3.0, a terceira geração da Internet”, declarou
Dan Stefanes, CEO da Blockchain One.

A Blockchain One é uma empresa especializada na modelagem de negócios baseados em tecnologia blockchain, que participa do programa de aceleração global da Fundação Celo. A solução da Blockchain One fornece a infraestrutura para o registro de documentos descentralizados e a tokenização de ativos, que possam
ser emitidos e utilizados em diversas redes blockchain, entre elas as redes Polygon, Ethereum, Celo, Hyperledger e Solana.

Conforme noticiou o Cointelegraph Brasil recentemente, o Brasil vem se destacando como um dos países pioneiros na tokenização de ativos, justamente por conta da sinergia entre os setores público e privado.

O COO da Blockchain One, Alan Kardec acredita que o conceito de tokenização está prestes a transcender o escopo das criptomoedas, tornando-se um elemento central da nova economia que potencialmente será integrado ao sistema financeiro tradicional:

“Na verdade, o termo token não é mais apenas um conceito associado somente às criptomoedas. Devido aos seus atributos e ao seu ciclo de vida bem definidos, os tokens facilitam o gerenciamento e a troca de ativos digitais entre diferentes partes em modelos de negócios compartilhados, seguros e totalmente descentralizados.”

Os executivos da Blockchain One vislumbram o mercado imobiliário como um setor em que a tokenização se tornará uma tendência dominante em um curto espaço de tempo. Segundo Stefanes, ela destrava as potencialidades de uso de imóveis como ativos financeiros de formas até pouco tempo inimagináveis:

“A tokenização de ativos é um tema global que vem ganhando espaço em muitas discussões sobre o uso da tecnologia blockchain como alternativa para novos modelos de negócios para o mercado imobiliário, utilizando a descentralização, a imutabilidade, a rastreabilidade e o fracionamento de valores que possam ser comercializados ou transacionados internacionalmente por meio de tokens ou criptoativos que forneçam novas fontes de receita, participação em lucros e maior liquidez nas negociações de títulos tokenizados.”

Conforme noticiou o Cointelegraph Brasil recentemente, uma publicação da gestora global VanEck aposta que o Brasil será um dos países líderes em inovação na tokenização de ativos em 2023.

Via cointelegraph

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