domingo, abril 14, 2024

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Projeto de estudantes brasileiros vence prêmio global de Inteligência Artificial

Alunos de São Paulo criaram um sistema de baixo custo que ajuda na comunicação de pessoas com esclerose lateral amiotrófica (ELA)

Um projeto de inteligência artificial desenvolvido por estudantes brasileiros foi um dos ganhadores do Intel AI Global Impact Festival (também conhecido como AI Festival), competição anual que reúne tecnólogos, futuros desenvolvedores, formuladores de políticas, líderes acadêmicos e estudantes que estão trabalhando para resolver problemas do mundo real usado Inteligência Artificial.

Os alunos Laura Esther Correia Jeronim, Pedro Nicolas Costa e Raíssa Bespalec Daloia, da Escola Técnica Estadual (Etec) Profª Maria Cristina Medeiros, de Ribeirão Pires, na grande São Paulo, venceram na categoria AI Impact Creators – faixa etária entre 13 e 17 anos.

Estudantes brasileiros vencedores do AI Global Impact Festival: Pedro Nicolas Costa, Raíssa Bespalec Daloia e Laura Esther Jerônimo junto Emílio Loures (diretor de Políticas Públicas da Intel Brasil), Cíntia Maria Pinho (professora) e Anderson Silva Vanin (professor) — Foto: Divulgação

Eles criaram um sistema de baixo custo que rastreia o movimento ocular para ajudar na comunicação de pessoas com esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa do sistema nervoso que enfraquece os músculos e afeta as funções físicas.

A inovação, dotada de inteligência artificial e visão computacional, identifica os movimentos dos olhos e seleciona caracteres exibidos em uma tela, permitindo que os pacientes com baixa capacidade motora se comuniquem – é utilizada uma webcam para que as palavras sejam digitadas conforme o paciente olha para uma letra no teclado digital.

No seu desenvolvimento, os jovens empregaram a plataforma OpenVino, da Intel, e as bibliotecas de código aberto CMAKE, DLIB e OPENCV. Eles explicam que, sem essa aplicação, uma pessoa com ELA leva, em média, uma hora para escrever uma frase, e com ela, o tempo cai para apenas três minutos.

Brasil participa do festival pela primeira vez

 

Apesar de o Intel AI Global Impact Festival existir desde 2021, este é o primeiro ano em que projetos brasileiros participaram. A competição está diretamente ligada a iniciativa Intel AI For Youth, que visa levar o ensino de inteligência artificial para 30 milhões de estudantes em 30 países até o final de 2030.

No Brasil desde o começo do ano, o AI For Youth acontece por meio de uma parceria entre a Intel e o Centro Paula Souza, que administra as Etecs e Fatecs do estado de São Paulo.

“A IA é uma superpotência da tecnologia, e ela pode ser aplicada em diferentes situações para melhorar a vida de todas as pessoas no planeta. Os projetos do Brasil e do mundo selecionados para o Intel® AI Global Impact Festival deste ano são o exemplo perfeito disso”, diz Emilio Loures, diretor de Políticas Públicas da Intel Brasil.

Estudantes de 26 países participaram da competição no festival deste ano três e, além do Brasil, projetos de outros dois países latino-americanos se destacaram: Costa Rica e México. Confira a seguir todos as iniciativas vencedoras:

Faixa etária de 13 a 17 anos:

– Rastreamento ocular para comunicação de pacientes com ELA (Brasil)
– Plataforma alimentada por IA para capacitar mulheres em STEM (Índia)
– Aplicativo de língua de sinais (China)

Faixa etária de 18 anos ou mais

– Assistente de navegador que ajuda os usuários a manter uma postura saudável na frente do computador (Polônia)
– Conjunto de algoritmos e hardware que se baseia em técnicas de visão computacional para detectar espécies de abelhas desconhecidas ou em risco em um ecossistema alterado (Costa Rica)
– Réplica digital de resgate em desastres para cidades inteligentes com IA (Malásia)

Acessibilidade

– Cão de serviço robótico que utiliza a IA para ajudar usuários com deficiência visual a transitar em diferentes ambientes (EUA)
– Solução que incorpora tecnologias como realidade aumentada, sistemas de posicionamento interno e assistentes ativados por voz para capacitar pessoas com demência a se deslocar (Singapura)
– Solução que utiliza a IA para aprimorar o aprendizado de Braille por pessoas com deficiência visual (Tailândia)

Via Epoca Negócios

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