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Conheça 5 startups brasileiras que usam tecnologia para reduzir riscos de eventos extremos

Empresas usam tecnologias como a inteligência artificial (IA), que pode ajudar a prever deslizamentos, enchentes e outros desastres naturais com precisão e em tempo real

Eventos extremos relacionados às mudanças climáticas, como as chuvas que atingiram o litoral Norte de São Paulo nos últimos dias, devem aumentar ao longo da próxima década – e os riscos para as populações também. Nesse cenário, a inteligência artificial (IA) e outras tecnologias de aprendizado de máquina podem aprimorar previsões, antecipar possíveis desastres e ajudar na tomada de ações.

Confira 5 empresas brasileiras que já usam recursos como IA e análise de dados para reduzir os riscos ocasionados por enchentes, deslizamentos e outros eventos extremos:

1. Sipremo

Com escritórios na Flórida (EUA) e em São Paulo, a startup utiliza inteligência artificial (IA) para prever onde, quando e que tipos de eventos climáticos extremos ocorrerão. De forma personalizada, o sistema leva em consideração diferentes variáveis para ajudar na antecipação dos riscos.

A solução pode ser aplicada para diversos setores. No de transportes, por exemplo, a IA pode monitorar metrôs, trens, ônibus e balsas 24 horas por dia; no de logística, pode monitorar rotas da mesma forma.

Segundo a Sipremo, o sistema permite fornecer um status em tempo real, mostrando a área que pode ser afetada e o período de previsão para o evento extremo. O objetivo é que as empresas se antecipem a esses alertas e possam conduzir ações para reduzir riscos.

2. MeteoIA

Fundada em 2018, a MeteoIA é uma startup de ciência de dados especializada no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial que aprimoram a previsão das condições meteorológicas. Para isso, a empresa criou uma ferramenta própria chamada MIA. Segundo seus fundadores, a chance de acerto de eventos secos e chuvosos a partir da terceira semana de uso do sistema é de 63%.

Em 2021, a MeteoIA representou o Brasil na COP26 dentro do programa Desafio NET ZERO 2050, com negócios que criaram soluções para mitigar os impactos das mudanças climáticas. A companhia também recebeu o prêmio “Startups do Futuro”, do SEBRAE, que reconheceu as 100 startups científicas do estado de São Paulo com maior potencial de gerar impacto econômico e/ou socioambiental.

3. Fractal Engenharia

A empresa é especializada em soluções de engenharia para gestão de recursos hídricos, e oferece serviços de prevenção a desastres naturais voltados para os setores hidrelétricos e de mineração, na segurança de barragens, por exemplo.

O Sistema de Previsão de Eventos Hidrológicos Críticos, SPEHC, utiliza dados de hidrometria e informações de modelos de previsão de chuva e de radares meteorológicos. Segundo a empresa, isso permite que a Fractal consiga realizar previsões de vazões de chuva em tempo real, gerando dados precisos com até 15 dias de antecedência.

Entre os métodos de coleta de dados, o monitoramento em tempo real é considerado o mais indicado, afirma a empresa, pois permite avaliar os resultados com mais rapidez. Por meio do uso de sistemas inteligentes, esse monitoramento resulta no reconhecimento de padrões e na própria auto-avaliação dos sistemas por inteligência artificial.

4. Civi

Focado em segurança pessoal e familiar, o aplicativo rastreia eventos ao redor da cidade e nos locais próximos aonde o usuário circula. O objetivo é manter as pessoas informadas para que se previnam de situações de risco, como enchentes, alagamentos e incêndios.

O Civi emite alertas de situações relevantes próximas ao usuário ou aos locais de interesse cadastrados. Também permite o compartilhamento de informações entre as pessoas.

5. Wiiglo

A Wiiglo é uma startup que coleta um grande volume de informações, e, por meio de algoritmos de inteligência artificial gera análises de comportamento da cidade. Ela então fornece esses dados em softwares de visualização que permitem que os operadores das cidades entendam como a cidade está se comportando naquele momento.

A startup nasceu dentro da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e ajudou o Rio de Janeiro a alcançar o primeiro lugar no Ranking de Cidades Inteligentes em Tecnologia e Inovação utilizando analytics para cidades inteligentes. Com a tecnologias, as gestões municipais podem monitorar com mais precisão a ocorrência de enchentes, tempestades e alagamentos.

Via Epoca Negócios

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