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O que o incêndio da Biblioteca de Alexandria tem a ver com Blockchain?

Fundada no Sec. III a.C., na cidade de Alexandria, a Biblioteca de Alexandria fazia parte do Império Macedônio e esteve em funcionamento por mais de seiscentos anos, abrigando o maior patrimônio cultural e científico de toda a antiguidade.

Mas o que isso tem a ver com Blockchain? Continua aí que você vai entender.

A Biblioteca de Alexandria não era apenas um local onde se guardava livros, como define o conceito atual para esse tipo de instituição. Ela contava também com um zoológico com animais de diversas partes do mundo, jardins botânicos, observatórios astronômicos, laboratórios e documentos manuscritos de vários locais e idiomas. Ela tinha espaços para lazer e descanso, e recebia estudiosos, pesquisadores, artistas e pensadores de diversas partes do mundo.

Muitos estudiosos consideram a Biblioteca de Alexandria como a primeira universidade do mundo, devido à quantidade de pessoas que circulavam e desenvolviam pesquisas lá dentro.

Seu acervo foi sendo formado ao longo de séculos por meio de doações, principalmente de reis egípcios. O objetivo dos governantes era que a Biblioteca reunisse conhecimento de “todos os povos da terra”, e para isso buscaram expandir sua coleção por meio de uma política agressiva e bem financiada de compra de documentos, enviando emissários para comprar tantos textos quanto pudessem, de todo autor, sobre todo assunto e em todos os idiomas. Além disso, todos os papiros que chegavam com os comerciantes ao porto de Alexandria eram copiados e devolvidos aos seus donos.

Estima-se que durante o reinado de Cleópatra, a biblioteca reuniu cerca de 1 milhão de pergaminhos.

O que a humanidade perdeu no incêndio da Biblioteca de Alexandria? -  HiperCultura

Sua devastação é um evento histórico que divide os historiadores há séculos, e a versão mais conhecida é a de que ela teria sido destruída por um incêndio criminoso, porém não existe um consenso sobre quem o teria iniciado e nem mesmo se essa teria sido realmente a causa de sua destruição.

O que se sabe é que essa destruição foi realizada gradualmente, até ela ser definitivamente consumida pelo incêndio, que por muito tempo foi atribuído aos árabes. Mas no tempo em que esteve em funcionamento, a Biblioteca de Alexandria sofreu alguns incêndios, rebeliões populares, saques, passou por um terremoto que arrasou parte da construção e teve parte de seu acervo destruído por cristãos e muçulmanos por questões religiosas.  

Com seu fim, obras importantíssimas se perderam, como peças teatrais de Ésquilo, Eurípedes e Aristófane, além dos escritos do dramaturgo Sófocles, pois de suas 123 obras, apenas sete chegaram à nossa época, como Édipo Rei.

Outra perda foi o tratado de astronomia de Aristarco de Samos, estudioso que afirmava que a Terra era mais um dos planetas em órbita em torno do Sol, e que as estrelas estavam muito distantes e se moviam lentamente, por exemplo. Foi preciso mais de 15 séculos para que Nicolau Copérnico redescobrisse o heliocentrismo, apresentando sua ideia em 1530.

Outro exemplo foi a pesquisa de Heron de Alexandria, que criou um primeiro modelo de motor a vapor cerca de dois mil anos antes de James Watt.

Diversos mistérios do passado, descobertas científicas e o processo como esses estudiosos chegaram às suas conclusões se perderam para sempre com a destruição da biblioteca. Além das descobertas sobre astronomia, matemática e registros históricos, também havia técnicas de medicina que, se não tivessem sido perdidas, teriam sido muito úteis no desenvolvimento dessa ciência.

E é aí que entra a Blockchain. Imaginem se existisse, na época, uma tecnologia capaz de armazenar todas essas informações, todo esse conhecimento, de forma segura, organizada e acessível a todos. Uma tecnologia à prova de incêndios, terremotos, rebeliões e atentados religiosos.

Se a Biblioteca de Alexandria tivesse seu acervo todo registrado numa Blockchain, esse conhecimento não teria sido perdido e quem sabe como seria a nossa sociedade e que tipo de avanços tecnológicos teriam sido feitos.

Infelizmente a gente não tem como saber o que teria acontecido, mas hoje temos em mãos uma tecnologia capaz de ser o maior receptáculo de conhecimento jamais visto na história da humanidade. Onde podemos eternizar obras de arte, literatura, música, cinema, documentos históricos, conhecimento científico, acadêmico, e muito mais. Na Blockchain podemos registrar conteúdo de toda e qualquer área de conhecimento, em todos os idiomas e tornar disponível para todos, em qualquer lugar do mundo. E ainda garantir a autenticidade e a autoria, além de gerar receitas para o produtor daquele conhecimento.

Ah, e ainda dá criar os espaços para lazer e descanso no metaverso!

A Blockchain é tipo uma Biblioteca de Alexandria 2.0, capaz de reunir conhecimento de “todos os povos da terra”, só que à prova de fogo!

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